Each quarter, Akamai, one of the world’s largest content delivery networks, issues its State of the Internet Report.
In this chart they look at the global average connection speed by city. South Korea, as usual, tops the list. Then its almost exclusively Japan — with the exception of Umea and Goteborg in Sweden — until we get out of the top 50.
Boston is the first US city to make the list, checking in at number 51 with an average speed of 8.4Mbps.
For those living in New Jersey, congratulations. North Bergen and Jersey City are the second and third fastest US cities (and 52nd and 58th fastest globally).
The only other countries with cities in the top 100 are Latvia (Riga at 76), Australia (Canberra at 78), Canada (Victoria, BC at 81 and Oakville, ON at 97) and Romania (Timisoara at 89).
The speed differential within the global top 100 is immense. Global number one Taegu, South Korea (21.8 Mbps), for example, is more than three times faster than number 99 Hartford, CT (7.0 Mbps).
Akamai’s State of the Internet Report has some interactives where you can select metrics such as average speeds and broadband adoption against a global map. Not surprisingly, countries in the northern hemisphere perform much better than those in the south.
O Samsung Galaxy S3, a próxima iteração do telemóvel Android topo de gama universalmente mais popular (exceptuando provavelmente os Estados Unidos) vai ser lançado oficialmente amanhã, num evento em Londres. O que esperar? Ninguém sabe exactamente, ou não seriam mujimbos, mas as seguintes características têm vindo a ser adiantadas: processador quad-core (quer dizer: dobro da capacidade de processamento dos telemóveis do ano passado, incluindo extraordinárias capacidades de multi-processa¬mento, comparável aos computadores de secretária); a resolução máxima do ecrã poderá ir até 2560x1600 (o que para um telemóvel, parece uma especificação de outro mundo; portanto, provavelmente, é) e um ecrã SuperAMOLED+ HD (contraste inexcedível e excelente visibilidade de ecrã ao sol) entre o actual S2 e o Note (4.7 polegadas, por exemplo); e vai ainda ser dotado da última versão do Android (4.0, ou ICS, ou “Ice-Cream Sandwich”…), que inclui muitos melhoramentos, mas ainda não vai permitir aceder a redes wifi adhoc. O que de facto, é o mais incrível de tudo, e infelizmente não é rumor.
Texto (parcial) da 1ª coluna Mundo Digital, publicada em 1 de Maio de 2012 no Suplemento Tecnologia e Gestão, do Jornal de Angola, com o título “Vida, Bits e Milionários”.
Há cerca de dois anos, dois jovens amigos, um norte-americano, Kevin Systrom, então com 27 anos e um brasileiro, Mike Krieger, então com 24 anos, desenvolveram, nos Estados Unidos, uma aplicação para o iPhone chamada Instagram, actualmente já disponível para telemóveis Android, como a série Galaxy da Samsung.
A aplicação, inicialmente disponibilizada ao público através da App Store do iTunes em Outubro de 2010, permite usar o telemóvel para tirar fotografias e aplicar desde logo um filtro para lhe dar um certo estilo – existem muitos filtros que permitem obter diversos tipos de fotografias visualmente apelativos. A inspiração para a obtenção do formato e do aspecto final das fotografias foram as “velhinhas” fotos instantâneas Polaroid.
exemplo de foto Instagram (Alexandra Fragoso)
A aplicação permite ainda partilhar as fotografias usando a Internet, nomeadamente com um círculo de amigos (é uma espécie de Facebook simplificado, só para fotografias, havendo muita gente que usa o Instagram como substituto completo do Facebook) e está concebida de raiz para funcionar em “plataformas móveis” (smartphones, media players de bolso, tablets).
Os jovens criaram uma empresa para explorar as potencialidades comerciais da aplicação, tendo obtido para tal algum investimento para arrancar. No fim do passado mês de Março, com menos de 10 empregados, tinham cerca de 30 milhões de utilizadores a mandar para a Internet cerca de 5 milhões de fotos por dia.
Acontece que o Facebook sendo anterior à actual proliferação dos smartphones (telemóveis com processadores poderosos que permitem ligação à Internet e correr aplicações tais como agenda pessoal, agregadores de notícias ou videojogos) não foi concebido de raiz para funcionar neste tipo de gadgets e os seus jovens fundadores e não tão jovens gestores ainda não encontraram uma forma airosa e funcional de facturar neste contexto. Assim, e apesar de estarem à frente de uma empresa bastante nova (o seu fundador tem 26 anos), considerada uma das empresas mais valiosas do mundo, com um valor de mercado estimado em cerca de 100 mil milhões de dólares, que continua a crescer a um ritmo alucinante (a caminho dos mil milhões de utilizadores), os gestores do Facebook sentiam-se ultrapassados pelos acontecimentos.
Da avaliação que fizeram para encontrar as melhores hipóteses de aumentar e sustentar o seu potencial de negócio nas plataformas móveis, a melhor opção que encontraram foi comprar a Instagram, a tal empresa que desenvolveu uma aplicação para estilizar e partilhar fotografias digitais usando o iPhone, criada por 2 jovens há 2 anos, e com menos de 10 empregados, pela bagatela de mil milhões de dólares, sendo que tudo isto aconteceu no mesmo ano em que a histórica Kodak declarou falência, apesar de possuir activos avaliados em cerca de 750 milhões de dólares. Ironias.
Só uma vaga de fundo de mudança, nesta época em que vivemos, permite explicar que projectos como a Instagram sejam tão valorizados apesar de na essência não permitirem mais do que personalizar e distribuir fotografias a um conjunto de pessoas. Esta mudança avassaladora, embora por vezes difícil de identificar, leva-nos para um mundo radicalmente diferente, um “admirável mundo novo” – o mundo digital.
Esta mudança é por vezes difícil de ser apercebida, levando-nos a dar conta dela apenas depois de ter acontecido e normalmente com admiração (“como é que eu não vi isto a acontecer?!”) porque se vai concretizando dia a dia e a vamos vivendo paulatinamente, ainda que inexoravelmente – “alteração a alteração” “novo modelo de telemóvel a novo modelo de telemóvel”, etc.
Os media sociais, como o Facebook ou o Twitter, estão-nos a ligar numa rede interpessoal de uma densidade nunca antes alcançada. Mas, apesar de todas estas ligações, novas pesquisas indicam que nunca fomos tão solitários (ou tão narcissistas) e que esta situação está-nos a deixar mentalmente e fisicamente doentes. Uma reportagem (em inglês) sobre o impacto desta epidemia de solidão nas nossas almas e na nossa sociedade.
Eu tenho o plano de escrever uma coluna sobre privacidade. Há coisas que são claramente da esfera privada de cada um. Como neste mundo de vida online e de “partilha” sistemática, o próprio conceito de privacidade parece cada vez mais complicado de entender e gerir pela maior parte das pessoas, e como a privacidade é um valor civilizacional inegociável, ponto final parágrafo, considero que há que aproveitar todas as oportunidades para o discutir e enquadrar e promover. Essa coluna será escrita, em devida altura, mas não para já, que tenho outros assuntos a tratar (aliás, neste momento, deveria era estar a concentrar-me na minha segunda coluna, cujo tema é “a comunicação social”).
No entanto, e até no seguimento do meu post anterior, tenho verificado no meu feed de notícias do Facebook, uns posts automáticos (Yahoo, Metacafe, etc.) que a mim me parecem confrangedores, sobre as páginas que alguns dos meus amigos e amigas andam a consultar. Aquela primeira pergunta do check-list da Jolie O'Dell (“Como é que esta imagem reflecte a minha pessoa perante os outros?”) bem se pode aplicar a estes links automáticos. Obviamente (ou deveria ser óbvio), não se trata do que andamos a consultar na nossa privacidade, que ninguém tem nada a ver com o assunto, mas do facto de estas aplicações sociais dos media (social media apps) poderem divulgar automaticamente os nossos passos, e estes ficarem do conhecimento público, simplesmente por falta de informação e ingenuidade.
Acontece que o Facebook permite controlar de uma forma muito precisa a maior parte dos aspectos relevantes de privacidade. É complexo, mas de facto nada a fazer, tem mesmo de ser complexo e “granular”. Quanto às aplicações sociais dos media, deve dizer-se que logo na primeira vez que se usa uma delas, surge sempre uma caixa com uma série de opções, que deveriam ser consultadas e alteradas, antes de se carregar no OK! Mas enfim, este artigo é mais para os distraídos saberem o que podem fazer a seguir ao OK, para controlar o que o Facebook revela sobre os seus hábitos de leitura!
Clicar na setinha para baixo que aparece no canto superior direito do ecrã do Facebook (versão desktop). Escolher a opção “Privacy Settings” (em português, “Definições de Privacidade”).
Pode-se e deve-se explorar todas as opções de privacidade disponíveis, cuidadosa e completamente. Para o caso vertente, o que nos interessa é a linha intitulada “Apps and Websites” (em português, “Aplicações e Sites”):
Clicar no botão “Edit Settings” (“Editar Definições”), na linha “Aplicações e Sites”.
Escolher “Edit Settings” (“Editar Definições”) na caixa intitulada “Apps you use” (“Aplicações que utilizas”). Aparece uma lista de aplicações, incluindo as social media apps, como por exemplo o Yahoo.
Clicar em “Edit” (“Editar”). N.B.: clicando no “X”, elimina-se a aplicação (tem de se confirmar primeiro).
Finalmente, na caixa que se abre clicando em “Editar”, haverá sempre uma linha “Posts on your behalf” (em português, “Publicar em teu nome”).
Escolher uma das opções. Em caso de dúvida, seleccionar “Apenas Eu”, para mais ninguém ficar a saber o que suscita a tua curiosidade no Yahoo…
Ou seja, é realmente opcional que os amigos saibam que se esteve a consultar uma página no Metacafe sobre uma “Sexy Girl Farting” ou uma página no Yahoo anunciando que “As famosas também têm celulites”.
Quanto à privacidade “estar garantida”, aconselho não esquecer que há cada vez mais potenciais empregadores que exigem o login de uma pessoa no Facebook para poderem vasculhar à vontade, antes de oferecer o emprego (ou comprar o trabalho, como agora se vai começando a dizer).
E depois, há a eterna lei da informática, também chamada de “Lei de Murphy”: se algo pode correr mal, então vai correr mal de certeza. O sistema vai falhar. E quando falhar, será certamente com as mais desastrosas consequências imagináveis. Ou talvez mesmo inimagináveis…
Citação do livro de Jolie O'Dell, referido num post anterior (A Note On Privacy, página 60).
«Quando publicares ou partilhares uma imagem online, põe-te as seguintes questões:
Como é que esta imagem reflecte a minha pessoa perante os outros?
Um estranho poderia identificar o local onde vivo ou trabalho, baseado nesta fotografia?
Esta fotografia poderá “incriminar” (mesmo no mais lato e livre sentido da palavra) as pessoas nela retratadas?
Eu não me irei importar, se/quando no futuro, um potencial empregador ou interesse romântico vir esta foto?»
Preocupações muito válidas para o mundo que estamos a construir com toda esta vida e partilha online. Sugestão: adaptar comportamentos e utilizar este check-list.
Manual muito prático, muito fácil de ler, com fotografias digitais muito inspiradas, da autora e de outros profissionais, todas devidamente explicadas e enquadradas.
Jolie O'Dell, a autora, é uma jornalista baseada em São Francisco, especialista em tecnologias móveis digitais e redes sociais, cujas considerações e revelações vale amplamente a pena acompanhar.
O guia do New York Times sobre o assunto (basicamente para iOS, Android e Windows Phone). Deve ser o melhor (quer dizer: o melhor estruturado, o mais bem pensado, o mais útil).